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12 Questões que Você Precisa Saber Sobre Cirurgia
Bariátrica - Gastroplastia, redução do estômago!
A obesidade é uma doença que atinge milhões de pessoas no
Brasil e no mundo.
A primeira opção para se livrar do excesso de peso é o
chamado tratamento clínico, que inclui dieta, exercícios, medicação e
acompanhamento de endocrinologista e nutricionista. O trabalho em conjunto
com fisioterapeuta e psicólogo melhoram ainda mais os resultados.Entretanto, nem
sempre tratamento clínico é eficaz. Nestes casos, o tratamento cirúrgico deve
ser considerado.
1. O que é cirurgia bariátrica?
A cirurgia bariátrica – também conhecida como cirurgia da
obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas destinadas ao
tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal
ou agravadas por ele.
2. Quem pode fazer a cirurgia?
A indicação cirúrgica deve ser decidida sob a análise de
três critérios: IMC, idade e tempo da doença.
Quanto ao IMC:
- IMC acima
de 40 kg/m², independentemente da presença de comorbidades.
- IMC entre
35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.
- IMC entre
30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a
classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença.
É também obrigatória a constatação de “intratabilidade clínica da obesidade”
por um endocrinologista.
Quando à idade:
Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética,
quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa
etária, os riscos sejam avaliados por cirurgião e equipe multidisciplinar. A
operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem
acompanhar o paciente no período de recuperação.
Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso
entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
3. Quem não pode fazer cirurgia bariátrica?
(contra-indicações)
- Limitação
intelectual significativa em pacientes sem suporte familiar adequado;
- Quadro de
transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas
ilícitas; no entanto, quadros psiquiátricos graves sob controle não são
contraindicativos à cirurgia;
- Doenças
genéticas
4. Quais são os tipos de cirurgia?
- Técnicas
restritivas: técnicas que limitam o volume de alimento sólido que o paciente
ingere nas refeições. De uma forma geral, com estas técnicas o paciente come
menos sólidos e pastosos e acaba emagrecendo. Entretanto, o resultado depende
da colaboração do paciente, pois alimentos líquidos podem ser ingeridos quase
no mesmo volume que eram antes da operação e se forem muito calóricos poderão
atrapalhar ou até impedir a perda de peso.
- Técnicas
disabsortivas: técnicas que reduzem a capacidade de absorção do intestino,
levando ao emagrecimento. Geralmente, são muito bem sucedidas quanto ao
emagrecimento, que pode chegar a 40% do peso original, embora haja necessidade
de controle mais rígido quanto a distúrbios nutricionais.
- Técnicas
Mistas: técnicas com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com
discreta má absorção de alimentos.
5. É necessário abrir o abdômen para fazer essas cirurgias
Não. Atualmente as cirurgias para obesidade são realizadas
por videolaparoscopia. Ela é realizada através de 6 ou 7 pequenos cortes no
abdome. Somente em algumas situações especiais não é possível realizar a cirurgia
por via laparoscópica, como em pessoas que foram submetidas a cirurgias
abdominais prévias.
6. Quanto tempo o paciente ficará no hospital?
Geralmente a alta ocorre no 4º dia de internação. Após
aceitação dos líquidos, não referindo dor e ocorrendo eliminação de flatos
(gases intestinais) o paciente poderá receber alta hospitalar. Isso depende de cada pessoa, procedimento realizado e profissional.
7. Qual a duração da cirurgia?
De duas horas a três horas, variando da habilidade da equipe
e da técnica operatória escolhida (cirurgia restritiva ou cirurgia restritiva-disabsortiva)
8. O que é Síndrome de Dumping?
Também conhecida como esvaziamento gástrico rápido, trata-se
de uma complicação bariátrica, na qual o alimento ingerido passa rapidamente
pelo estômago, caindo no intestino delgado com grande parte dele ainda não
digerido.
Após cirurgias bariátricas, os movimentos peristálticos
podem ficar desregulados, despejando o conteúdo gástrico muito rapidamente no
intestino delgado. Ingerir certos alimentos como açúcares refinados, derivados
do leite e gorduras facilita o surgimento das crises. O Dumping acontece
quando, depois de beber ou comer, o paciente apresenta taquicardia, sudorese,
tontura, queda da pressão arterial e diarreia. Qualquer combinação destes
sintomas pode ocorrer em intensidades variadas, dependendo do que a pessoa
comeu.
9. Quais são os cuidados recomendados?
- Acompanhamento
psicológico: o foco do acompanhamento psicológico deve ser preventivo e
educativo. É preciso considerar o aparecimento de fatores de estresse – como
ansiedade, ciúmes do parceiro, desejo de liberdade etc. -, após a cirurgia.
Além disso, o paciente pode criar expectativas que não serão atingidas com a
perda de peso, simplesmente porque dizem respeito a certas frustrações ou
imaturidade diante da vida.
- Acompanhamento
nutricional: o nutricionista tem papel fundamental no acompanhamento do
paciente rumo à cura da obesidade. Este profissional deve prestar toda a
orientação necessária para a dieta líquida pós-operatória, sua evolução para a
pastosa e, finalmente, sua transição definitiva para a alimentação normal. O
objetivo do acompanhamento nutricional é buscar o bem-estar físico e emocional
através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes adequados e que
atendam às necessidades de cada paciente para que a rápida perda de peso não
leve à desnutrição.
- De forma
geral, a principal mudança na alimentação após a cirurgia é uma redução
importante na quantidade de alimentos consumidos diariamente devido à redução
do estômago. Porém, outros cuidados com a alimentação são fundamentais. Pode-se
dividir o cuidado com a alimentação em cinco fases após a cirurgia:
- Fase da
alimentação líquida: esta fase corresponde às duas primeiras semanas após a
cirurgia e caracteriza-se com uma fase de adaptação. A alimentação é líquida e
constituída de pequenos volumes e tem como principal objetivo o repouso
gástrico, a adaptação aos pequenos volumes e a hidratação. Como consequência da
alimentação líquida, a perda de peso é bastante grande nestas duas semanas,
devendo-se introduzir o uso de complementos nutricionais específicos para
evitar carências de vitaminas e de minerais. É recomendada a utilização de
suplementos a base de proteínas, que conferem maior saciedade, e
imunomoduladores. Suplemento proteico
líquido, é um dos produtos indicado para esta etapa. Ele traz em sua composição
17g de proteína isolada do soro de leite, de alto valor biológico, de fácil
digestão e absorção, sem gordura, sem colesterol, sem glúten, sem carboidratos,
sem conservantes e adoçantes artificiais ou sintéticos.
- Nutrir os
enterócitos também é necessário, pois favorecer a integridade intestinal é
determinante para evitar a desnutrição severa pós-cirúrgica, já que esta ação
melhora a absorção dos nutrientes. O Glutatecé um suplemento alimentar
formulado com L-Glutamina 100% pura para nutrição enteral ou oral, que atua
como nutriente para as células imunológicas e apresenta importante função
anabólica promovendo o crescimento muscular.
- Fase da
evolução de consistência: de acordo com a tolerância e as necessidades individuais,
a alimentação vai evoluindo de líquida para pastosa com a introdução de
preparações liquidificadas, cremes e papinhas ralas. A evolução de cada
paciente é variável de forma que a escolha de cada alimento deve ser
acompanhada cuidadosamente para evitar desconfortos digestivos, como dor,
náuseas e vômitos. Esta fase tem um tempo de duração diferente para cada
indivíduo, durando em média 2 semanas.
- Fase da
seleção qualitativa e mastigação exaustiva: após o primeiro mês da cirurgia,
inicia-se uma fase onde a seleção dos alimentos é importantíssima, pois
considerando que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas,
a preferência deve ser dada aos alimentos mais nutritivos, escolhendo fontes
diárias de ferro, cálcio e vitaminas. Como a alimentação passa a ser mais
consistente, é importante mastigar exaustivamente. A duração desta fase também
varia individualmente e dura em média 1 mês.
- Fase da
otimização da dieta: nesta fase a alimentação vai evoluindo gradativamente para
uma consistência cada vez mais próxima do ideal. Esta fase tende a ocorrer a
partir do 3º mês após a cirurgia, quando quase todos os alimentos começam a ser
introduzidos na alimentação diária. Nesta fase o paciente deve ser capaz de
selecionar os alimentos que lhe tragam mais conforto, satisfação e qualidade
nutricional. Somente não são tolerados alimentos muito fibrosos e consistentes.
- Fase da
adaptação final e independência alimentar: esta fase deve acompanhar o paciente
a partir do 4º mês e, como nas fases anteriores, também evolui de acordo com as
características individuais podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco
depois do 4º mês. A partir desta fase, um acompanhamento periódico faz-se
necessário somente para o acompanhamento da evolução de peso e levantamento de
informações para identificar se existem carências nutricionais como, por
exemplo, a anemia. O paciente já tem segurança na escolha dos alimentos e está
apto a compreender quais são os alimentos ricos em proteínas, glicídios e
lipídios, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina C, folatos além de outras
propriedades nutricionais.
10. Quando o paciente poderá voltar ao trabalho?
O retorno é variável, depende do tipo de atividade
desenvolvida e do tipo de cirurgia. O período ideal é entre quatro e seis
semanas, pois nesta época você estará desenvolvendo novos hábitos alimentares e
iniciará a fase da dieta pastosa.
11. Após a cirurgia com quanto tempo o paciente poderá
engravidar?
A orientação é que a gravidez só ocorra após o primeiro ano
de cirurgia para que o organismo tenha tempo de se adaptar às mudanças. Ao
primeiro sinal de atraso menstrual, deve-se iniciar o ácido fólico além dos
suplementos vitamínicos que já são utilizados diariamente. Com a confirmação da
gravidez, inicia-se o pré-natal rotineiro. Nessa fase, a alimentação deve ser
readaptada à nova situação (dieta fracionada com um alto teor protéico). Um
acompanhamento rigoroso com o seu cirurgião é recomendado no período
gestacional.
12. Qual o período ideal para fazer cirurgia plástica?
O ideal é um ano após a cirurgia, lembrando que esta não é
uma cirurgia estética, mas reparadora. Ela se faz necessária dependendo da
idade, tipo de pele, quanto peso perdeu e quanto tempo tem de operada.
E então?
Vocês estão prontos para isso, ou para ajudar alguém que passará por isso???
Sei que existem milhões de outras coisas que precisamos saber, se você sabe de mais alguma, contem para nós! E vamos nos ajudando, não é mesmo!
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Um beijo! E até a próxima!
Bibliografia Consultada:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA
(SBCBM). Cirurgia bariátrica e metabólica.
BORDALO et al. Cirurgia bariátrica: como e por que
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ARAÚJO, A. M.; MOTTA-E-SILVA, T. H.; FORTES, R. C. A importância
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MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dicas em saúde. Cirurgia Bariátrica.
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10 coisas que você precisa saber sobre cirurgia bariátrica.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA (SBEM).
Cirurgia bariátrica e
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AMERICAN
SOCIETY FOR METABOLIC & BARIATRIC SURGERY (ASMBS).